segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papai Noel, velho batuta!

 

Eu não gosto de Natal. Pronto, falei.

Não tenho boas lembranças. Os presentes, a comida, o desperdício, a hipocrisia. Não gosto nem de falar.

Acontece que, de uns anos para cá (4 para ser mais exata), algumas coisas mudaram. Não acho que a gente deva passar para a próxima geração, frustrações que são nossas e, quem sabe, lá na frente, a vida possa ser bem melhor. Eu gostaria de passar uma boa imagem do Natal para a minha filha. Ainda não sei muito bem como fazer isso e sei que o tempo está passando e os natais estão sendo gravados no HD da cabecinha dela, mas eu estou tentando.

Fiz tudo diferente: primeiro, deixei ela entrar na fantasia do Papai Noel. Meus pais não quiseram mentir para mim, mas eles não sabiam que, para crianças, fantasia e realidade se misturam e elas escolhem onde querem estar, ora no mundo real, ora na história que elas mesmas inventam. Enquanto ela estiver brincando e curtindo, vou deixando… quando ela quiser saber a verdade, ela vai perguntar e eu vou responder.

De resto, eu queria que o Natal dela fosse menos consumista e mais tranquilo, na contra-mão da loucura que invade as cidades nesta época. Então, para enfeitar a casa, pegamos os enfeites dos outros anos, ela se divertiu pendurando as bolas na árvore. E tudo é tão comum que nem vou me dar ao trabalho de fotografar para mostrar aqui. Até porque, acho que Natal tem muito de tradição, e acho até gostoso abrir a caixa de enfeites e encontrar coisinhas que nem lembrava que existia (eu gostava dessa parte).

A única coisa diferente que eu fiz, foi um calendário de Natal, tão simples quanto o resto, para acalmar a ansiedade da baixinha:

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Uma bala para cada dia de dezembro até o Natal (aproveitei as balinhas das lembrancinhas de aniversário durante o ano) e um pirulito no dia 25 coladas em 2 folhas de papel reciclado emendadas. Desenhei um presépio (para lembrar o que é o Natal de verdade) e a carinha do Papai Noel lá perto do pirulito.

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Nos divertimos juntas fazendo o calendário num domingo de chuva e acho que consegui mostrar o Natal para ela de um jeito mais simples e verdadeiro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ecobag plus

Eu tinha o PAP da Ecobag guardado no meu arquivo pessoal fazia um tempão e, sem nenhuma inspiração, olhei o PAP e vi que tinham algumas técnicas de costura novas para mim. Decidi fazer uma para eu usar e aprender estas técnicas. Não imaginava que ia fazer sucesso (estou mega orgulhosa de mandar minhas ecobags para vários estados brasileiros, rsrs), e não imaginava que eu ia usar tanto! Mas agora a minha foi viajar, a amiga que veio visitar levou a minha para as amigas verem e encomendarem, já que eu não tinha nehuma pronta para vender (viu, Fabiana, eu não ia vender a sua, rsrs).

Não tem nada melhor que a necessidade para fazer a cachola funcionar e ter boas idéias e, enquanto usava a ecobag, achei chato ter que sair para ir ao mercadinho com a carteira e a ecobag na mão (mais a chave, o celular, etc) ou levar a bolsa quase vazia por causa da ecobag e depois voltar com a bolsa totalmente vazia mais a eco na mão.

Então, tcharans!

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(aproveito para mostrar minhas cravinas lindinhas, rsrs)

Coloquei um bolsinho com ziper para carregar o dinheiro e outras coisinhas que a gente leva quando sai de casa junto com a eco! Já saí cedo para levar a filha na escola e passei no sacolão para fazer o test drive. Na hora de ir embora é um pouco chato porque o ziper fica na vertical e, se deixar aberto, cai tudo, mas é só tomar cuidado. Achei que ficou beeeeem melhor assim.

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Não podia deixar de fazer uma gracinha Livística colocando o tecido preto de bolinhas lindo dentro do bolsinho para dar aquele charme ;)

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Olha aí ela aberta no manacá baby e o botão ultra mega fashion pink (minha filha adorou, rsrs) do lado oposto ao zíper.

E então? O que acharam?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aventura na Selva

 

Já falei aqui que lá na vida passada, eu trabalhava num escritório com quase 20 mulheres. Eu trabalhei neste escritório por 10 anos (3 estagiária, 7 formada) e você pode imaginar como era este lugar nos períodos de TPM coletiva! rsrs…..

Nós chegamos a entrevistar homens, mas nunca conseguimos contratar. Uma vez, um desistiu no meio do teste. Levantou e disse que não era isso que ele queria. Um outro foi contratado e, no dia de começar a trabalhar, ligou avisando que não iria porque não seria viável (talvez não fosse viável para a sanidade mental dele trabalhar com tantas mulheres, rsrs). São várias histórias……

Durante estes anos todos, como eu também disse aqui, eu ainda tinha (e ainda tenho) muitos questionamentos sobre o sentido do trabalho em si, tanto que estou tentando criar algo novo através das Coisas de Livs.

Mas tem uma hora que todos os questionamentos se calam, toda e qualquer TPM se acaba e todas viram um grande grupo em prol de algo comum: a Aventura na Selva! Isso mesmo! Este escritório que eu descrevi para vocês faz Aventura na Selva 1 vez por ano (este foi o terceiro ano). Eu participei da primeira, fui a maior incentivadora e na segunda, eu tinha acabado de me mudar. E tem coisa melhor, depois de quase 1 ano longe, ser convidada para a terceira edição?

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Olha eu de calça vermelha! Recebemos um mapa e uma bússola, aprendemos (ou algumas pessoas aprenderam, rsrs) a navegar e bora montar uma estratégia.

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Os dois grupos se perderam na trilha, mas logo se acharam…. (adivinha quem estava navegando no meu grupo? uma vergonha! rsrs)

O que eu mais gostei desta vez, foi que num certo ponto, os dois grupos se uniram. Acho que, num evento corporativo, isso é essencial, afinal, o escritório é um grande grupo, perde-se muito quando há separação e competição.

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Trekking na terra (euzinha, rsrs),

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na água (com muita risada, é claro),

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e remo. Também não vou contar aqui que fui rebocada junto com minha companheira de caiaque.

Para mim, o momento mais engraçado foi quando estávamos todas lado a lado dentro do rio, esperando o caiaque, quando apareceu um besouro e, a mulherada, gritando histérica e abaixando, todas ao mesmo tempo de capacete, foi uma cena hilária e, acredito que, ridícula, por isso o fotógrafo guardou as fotos desse momento para ele. Eu vi ele tirando foto, não me engana não!  Ele deve estar em casa vendo e dando risada da gente agora, hehehe….

Fora a trilha noturna com um significado muito pessoal, teve momentos de muita superação, gente vencendo medos (bem mais relevantes que de besouro, rsrs), aceitação de diferenças e limites (tão importantes no meio corporativo), e, principalmente, cooperação.

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E, depois que a gente consegue, vem o abraço coletivo:

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Estávamos todas limpinhas, cheirosinhas e nada suadas nessa hora, hehehehe….

Queria contar muito mais e mostrar muito mais fotos. Mas como descrever esta experiência? Não cabe tudo num post! O sentimento maior agora é de gratidão por este grupo que foi praticamente uma família por tantos anos! E por estar presente neste momento aí!

Fotos: David Santos Jr.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Bora pra Brotas?

Domingo monótono… estava costurando…

- Mariiiiiiiido! O que a gente vai fazer hoje?

- Sei lá….

- Vamos para Brotas? (olhar de criança com uma idéia de uma brincadeira nova muito legal)

- mmmmm… vamos!

Deu 5 minutos, fomos conhecer Brotas…. 70km daqui. A cidade é uma cachoeira e, sem cachoeira eu não vivo.

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E foi embora todo o mal, só de ouvir o barulho da água. Isso é só o rio que passa na cidade, não paga nada, é só olhar…

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E eu queria conhecer Brotas há tanto tempo…. já vi que é tudo de bom. Ficou o gostinho do rafting e outras aventuras, mas fica para a próxima…..

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E as fotos da aventura na selva que não chegam….. ai que ansiedade!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fiz um vestidinho :)

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A foto não está lá aquelas coisas, mas quis tirar antes da modelo começar a brincar.

Eu estava trabalhando, morrendo de calor, várias encomendas na fila, uma pilha quilométrica de roupa para passar…. mas eu parei. Eu mereço! Vou fazer uma blusinha bem fresquinha para mim. Acontece que eu não sei costurar roupa. Acho bem complicadinho….. fazer a roupa ficar com bom caimento dá um trabalho danado, aí você vai na loja e compra por um preço que não vale o esforço.

Mas, desta vez, eu quis tentar. Claro que não deu certo, ficou parecendo uma capinha de botijão de gás. Mas o plano já estava na minha cabeça. Tirei um pouco do lado, coloquei um babado, no lugar das fitas que eu tinha colocado para amarrar as alças na minha blusa, coloquei um elástico para ficar mais fácil para ela vestir. E o melhor: ela adorou!!!!!!! E olha que não é fácil agradar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A coragem do passo atrás

 

img485d33c7622dcfonte da imagem

Lá na vida passada, antes de ser mãe, eu andava por caminhos mais diversos… um deles do auto conhecimento. Esse caminho me ajudou muito, inclusive, a embarcar nesta nova encarnação.

Numa dessas brincadeiras, lembro de participar de uma Dança Circular  Sagrada (se quiser saber mais), onde dávamos 4 passos para a direita e 1 passo para a esquerda e este movimento simbolizava o passo atrás. Para ser sincera, achava esta dança muito chata, ficava nisso a música inteira e, qual a graça de dar um passo atrás? Eu queria mesmo era ir para a frente!

Fato é que tenho lembrado muito desta dança nos últimos dias. Tive que dar um passo atrás e voltar a trabalhar o dia inteiro. Deixar a filha na escola, não saber mais o que ela comeu, não ter tempo de deixar a casa como eu gosto para a minha família. Quando tive que admitir esta necessidade, parecia que nada mais fazia sentido, que eu tinha nadado tanto para morrer na praia…..

Mas veja bem: são 4 passos para a frente e 1 passo para trás! É a dança da vida! Foi ótimo lembrar desta dança! Para dar o passo atrás é preciso tanta coragem quanto para dar os 4 passos à frente! Esta lembrança me ajudou muito a digerir e até a gostar desta história de trabalhar mais.

E o universo sempre conspira a favor…. (tomei consciência disso no mesmo grupo das danças). Encontrei a turma do trabalho no fim de semana num evento super especial, assunto para o próximo post, quando eu receber as fotos.

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