Tarde chuvosa… eu estava sozinha na loja. A luz acabava e voltava, não dava para ficar no computador… Tentei costurar, mas no escuro não dava para enxergar direito. Parei.
A chuva deu uma trégua. Entra o carteiro com uma caixa e tcharans!!!! Meu sling chegou muito rápido. Tão rápido que isso aconteceu semana passada e só estou postando agora.
Olha que linda a embalagem! Com todas as instruções de como usar e tudo mais! A Cris e a Carol da Lilith são incríveis! Tiveram a maior paciência me mandando várias fotos e links até que eu escolhesse o modelo que mais me agradasse.
Escolhi este, que tal? Como eu não sei o que vem por aí, tinha que ser uma cor neutra, né? O quê? Experimenta??? Já experimentei, mas posso dizer que, vazio, fica bem sem graça. Lá pelo ano que vem posto uma fotinha usando ele, ok? ;)
E, como eu já confessei aqui, os hormônios estão agitados há tempos. E venho postando a foto das corujas, meu projeto em andamento, que nunca fica pronto. Então…… ficou!
Mas antes de mostrar, vou contar mais uma historinha:
Andando pela cidade, sozinha…. Como no desenho animado, anjinho e diabinho discutiam dentro da minha cabeça (não sei quem era o anjo e quem era o demônio):
- Está na hora de encomendar o Juquinha!
- Imagina! Acabou de abrir a loja, é loucura! Fralda custa caro!!!
- Mas se não for agora, não vai ser nunca!
- Então não seja nunca, não é o momento certo!
- Mas é tão bonitinho….
AAAAAAAAAAAAH! Calem a boca vocês dois! Vou fazer um projeto bebê. Aí eu decido.
Pesquisei, fiquei dias desenhando as corujas, procurei dicas na net…. cortei as corujas, fiz os apliques…. dias e mais dias pregando as pecinhas com pontos invisíveis.
Parei, fiz outras coisas, o tecido com as corujas ficou um tempão pra lá e pra cá.
Voltei, fiz o quilt todo a mão. Como era noite, homenageei o Van Gogh com formas espiraladas (tá se achando, hein?).
E fica o sanduíche corujas manta acrílica algodão cru pra lá e para cá também mais um tempão.
Escolhi o forro, cortei uma parte (naquele dia de chuva que contei lá no começo) e parei.
Até que, finalmente, tomei coragem e tirei o dia para fechar este projeto.
Era noite, estava tudo escuro, a lua brilhava em seu quarto crescente e tudo parecia assustador…. mas mamãe coruja estava ao meu lado, não havia o que temer!
Por mais que por fora fosse escuridão, por dentro a vida pulsava em bolinhas e bichos do zoológico nos bolsos para guardar o que você quiser (até fraldas). Dá para ver como é fofinha?
E assim nasceu a bolsa Mamãe Coruja. Não nasceu assim, simplesmente apareceu. Foi gestada, aguardada, com muita paciência e dedicação.
E não precisa ser mamãe para usar a bolsa Mamãe Coruja. Só não dava para sair outra coisa da minha mente confusa. E agora entrei nessa de contar historinhas….