Como a Re, do Casa Corpo e Cia, tenho descendência nômade. Nasci em São Paulo (capital), mas meu pai não gostava de lá. Criado na roça (como ele mesmo diz), seu maior sonho sempre foi voltar para as origens. Fez várias tentativas de fugir da cidade grande, mas sempre acabávamos voltando. Nem vou listar aqui todos os lugares e casas onde moramos. Só sei que, na última mudança para São Paulo avisei ele: agora, eu fico por aqui. Se você quiser ir embora, vai você….
E São Paulo me deu muitas oportunidades, desta última vez, morei lá por 16 anos. Neste tempo fiz faculdade, trabalhei, casei, tive 1 filha. Foi aí que começaram as dificuldades. Em São Paulo, se trabalha bastante e se perde muito tempo se deslocando. Quase não sobrava tempo para ser mãe… Foi por este e outros muitos motivos, que decidimos deixar São Paulo (e não foi tão difícil tomar a decisão, visto que tenho sangue nômade, rsrs).
Mas esta mudança foi bem diferente para mim, eu não estava mais seguindo minha família. Desta vez, a decisão também foi minha. Por isso, eu quis aproveitar a experiência ao máximo para o meu crescimento pessoal. Sabia que ia encontrar dificuldades, mas tinha fé que ia alcançar meus objetivos. Então achei importante registrar a experiência e, já viciada em ler blogs, resolvi fazer o meu.
Não sabia se ia ter leitores, eu queria é escrever. Nem sabia que ia abrir uma loja…. eu sabia que queria aprender a costurar, mas o objetivo do blog não era divulgar o meu trabalho, embora isso tenha acontecido de forma muito especial.
Especial porque conheci gente interessante, muitas histórias parecidas com a minha, muitas reflexões parecidas com a minha e, para minha surpresa, novas amizades muito interessantes!
Conheci a Elaine, do blog Elaine, suas idéias e mais tantas outras, que me ensinou a me relacionar na blogosfera e me ajuda com tanta coisa (inclusive com algumas traduções que eu, com meu inglês capenga, não consigo fazer…). E nem preciso falar que temos tanta coisa em comum que nós duas já falamos por aqui e por lá.
Foi dela que ganhei essa Declaração de Afeto, que mostra bem o que eu penso sobre amizade:
Declaração de Afeto:
" Amizade não se compra, se conquista!
Amizade permanente não se compra não se vende,
não se ensina, nem se aprende,
nasce e morre com a gente!"
Esta declaração de afeto funciona assim:
-Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos em um post.
-Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
-Cada um deverá nomear mais dez e assim sucessivamente.
-Não há selos ou prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.
-Se receber de volta é porque é considerada uma grande amiga.
Como a Elaine, também não vou seguir as regras (quanta rebeldia….), vou passar só para a Isadora, do blog Passatempos da Dorinha, com quem estou descobrindo muitos pontos em comum também, o que está sendo muito bacana!
E como eu falei lá em cima, uns dos maiores motivos que me fez criar este blog, foi a maternidade, e como tenho aprendido a ser mãe na blogosfera! Acho que, quem mais tem me ajudado com suas idéias mega criativas, até para sair de saias justas que a maternidade nos traz, é a Claudia, do blog Feito a Mão. E não é que ela elogiou meu jeito de abordar os assuntos relativos à maternidade? Gente, estou me sentido o máximo!!! E ainda me passou o selinho “O teu blog é um amor”:
Este, vou passar para a Isabel, do blog Casa de Juntados. O que temos em comum? Eu também não casei, digo, casei no civil, não fiz festa e minha casa é uma colcha de retalhos (um patchwork, rsrs). Uma hora dessas mostro ela aqui…
E isso é o mais legal do blog, conhecer gente com tanta coisa em comum!
O chato é que estou meio sem tempo, como todo mundo nesse fim de ano (e todos os fins de ano) e as postagens estão meio escassas… mais ainda os comentários nos blogs amigos. Eu leio todos no Google Reader, mas nem sempre dá tempo de comentar. E acho que tem que ser na hora que dá aquela vontade também…. Minha mãe às vezes me diz: “Você tem que visitar fulano!” Aí que eu não vou mesmo, rsrs… visita tem que ser quando a gente está com vontade, não por obrigação. Levo isso para o mundo virtual também. E, amigas, todas, se sintam à vontade, venham sempre que quiserem e, quando der, façam um comentário, eu vou adorar, mas nunca façam isso por obrigação, ok?