quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A chata

Miranda Priestly

imagem daqui

Marido tá sofrendo. Não gosta de ser chato. Everybody loves Ed. Sabe a pessoa prestativa, que quer ajudar todo mundo? E metade do mundo é folgada e se aproveita? Não tem jeito, ele sempre sofre pelo mesmo motivo.

O momento que ele está passando (pela décima vez desde que o conheço) me faz pensar no momento da minha vida que as pessoas me acharam mais chata. Porque chata eu sempre fui, uns dias mais, outros menos, sim, eu já sabia.

Mas chata mesmo de verdade eu fui, quando passei pelo que ele está passando. No momento que eu percebi que tinha gente folgando, cortei imediatamente. Não tive medo de dizer: “se vira!”

Aí todo mundo ficou contra mim. “Nossa, ela não quer ajudar mesmo, o que custa?” “Ela só sabe dar respostas ríspidas.” “Fulano foi dispensado por causa da implicancia dela.”

Mas eu não era forte para encarar este clima, então procurei ajuda. Foi quando fui procurar terapia e as muitas fichas engasgadas que não permitiam que completasse a ligação caíram. (se vc não sabe o que ficha tem a ver com completar a ligação, clique aqui). E terapia deixa a gente meio louca (pensou que curasse a loucura? se enganou), capaz de fazer qualquer coisa. Foi a partir daí que eu fui morar sozinha, casei, fui mãe, vim embora de São Paulo. Quem assistiu Divã? Passou na TV aberta esta semana. Apesar que a Lilia Cabral não precisava mesmo de terapia. Ela encarava tudo tão de boa….

O que tenho pensado é se eu não tivesse sido chata e odiada por uma equipe de trabalho, minha vida não seria nada do que é hoje, talvez eu ainda estivesse preocupada em fazer o que algumas (poucas) pessoas esperavam de mim e nuca tivesse percebido qual opinião era mesmo importante. Quem sabe marido está só entrando num processo de mudança? Espero que seja bom para ele também.

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