Já falei aqui que lá na vida passada, eu trabalhava num escritório com quase 20 mulheres. Eu trabalhei neste escritório por 10 anos (3 estagiária, 7 formada) e você pode imaginar como era este lugar nos períodos de TPM coletiva! rsrs…..
Nós chegamos a entrevistar homens, mas nunca conseguimos contratar. Uma vez, um desistiu no meio do teste. Levantou e disse que não era isso que ele queria. Um outro foi contratado e, no dia de começar a trabalhar, ligou avisando que não iria porque não seria viável (talvez não fosse viável para a sanidade mental dele trabalhar com tantas mulheres, rsrs). São várias histórias……
Durante estes anos todos, como eu também disse aqui, eu ainda tinha (e ainda tenho) muitos questionamentos sobre o sentido do trabalho em si, tanto que estou tentando criar algo novo através das Coisas de Livs.
Mas tem uma hora que todos os questionamentos se calam, toda e qualquer TPM se acaba e todas viram um grande grupo em prol de algo comum: a Aventura na Selva! Isso mesmo! Este escritório que eu descrevi para vocês faz Aventura na Selva 1 vez por ano (este foi o terceiro ano). Eu participei da primeira, fui a maior incentivadora e na segunda, eu tinha acabado de me mudar. E tem coisa melhor, depois de quase 1 ano longe, ser convidada para a terceira edição?
Olha eu de calça vermelha! Recebemos um mapa e uma bússola, aprendemos (ou algumas pessoas aprenderam, rsrs) a navegar e bora montar uma estratégia.
Os dois grupos se perderam na trilha, mas logo se acharam…. (adivinha quem estava navegando no meu grupo? uma vergonha! rsrs)
O que eu mais gostei desta vez, foi que num certo ponto, os dois grupos se uniram. Acho que, num evento corporativo, isso é essencial, afinal, o escritório é um grande grupo, perde-se muito quando há separação e competição.
Trekking na terra (euzinha, rsrs),
na água (com muita risada, é claro),
e remo. Também não vou contar aqui que fui rebocada junto com minha companheira de caiaque.
Para mim, o momento mais engraçado foi quando estávamos todas lado a lado dentro do rio, esperando o caiaque, quando apareceu um besouro e, a mulherada, gritando histérica e abaixando, todas ao mesmo tempo de capacete, foi uma cena hilária e, acredito que, ridícula, por isso o fotógrafo guardou as fotos desse momento para ele. Eu vi ele tirando foto, não me engana não! Ele deve estar em casa vendo e dando risada da gente agora, hehehe….
Fora a trilha noturna com um significado muito pessoal, teve momentos de muita superação, gente vencendo medos (bem mais relevantes que de besouro, rsrs), aceitação de diferenças e limites (tão importantes no meio corporativo), e, principalmente, cooperação.
E, depois que a gente consegue, vem o abraço coletivo:
Estávamos todas limpinhas, cheirosinhas e nada suadas nessa hora, hehehehe….
Queria contar muito mais e mostrar muito mais fotos. Mas como descrever esta experiência? Não cabe tudo num post! O sentimento maior agora é de gratidão por este grupo que foi praticamente uma família por tantos anos! E por estar presente neste momento aí!
Fotos: David Santos Jr.