quarta-feira, 30 de junho de 2010

Momento Pequenas Empresas Grandes Negócios

Ai, eu preciso escrever sobre outro assunto porque o meu blog está muito triste. Sim, nós ficamos muito tristes e eu escrevi o post anterior com lágrimas nos olhos. Esses animais que compartilham sua vida com a gente são membros da nossa família sim e fazem muita falta quando se vão. E  nos mostram que “a vida é coisa muito frágil, uma bobagem uma irrelevância” e nos fazem dar mais valor ao que temos. Aprendi muito com o Diego, inclusive sobre maternidade (ele pensava que eu era a mãe dele), me aproximei muito mais da minha filha, que aliás, como eu, já superou a perda.

Só mais uma despedida, acho que vale a pena pela foto:

DSC04047-1 Ele pensava que era um enfeite, derrubou (e quebrou) a garrafa (linda) que estava no lugar que ele achou que era dele. rsrs…

Mas vamos ao post.

Nossa loja já fez 1 mês de vida e eu aprendi muuuuuita coisa neste tempo que anos de pesquisa não souberam me informar. Então, já que estou aqui, porque não compartilhar com quem quiser ouvir (ler)?

A PESQUISA DE MERCADO

Sem meios (tanto econômicos quanto temporais) para uma pesquisa de mercado bem elaborada, passeei pelas lojas da região e conversei com os lojistas (venho fazendo isso há anos, desde que começou esta coceirinha de empreender). Ao contrário do que se pensa, eles (agora nós) gostam de contar como é ter uma loja, como é o movimento, para quem se vende, etc…

Conversei com as mães das amiguinhas da escola da filha. Todas concordaram que falta uma loja com roupa boa para as crianças. Tem aquelas com “roupa de passear” caríssimas ou aquelas com roupa “para bater”, de cores feias, cortes piores ainda e que, em 1 semana de escola pode jogar fora, o que não chega a ser horrível, pelo menos não precisava ficar se matando de esfregar aquela roupa cheia de areia e meleca (meleca é a mistura de areia e água no próprio vocabulário pré-escolar). Mas haja dinheiro para comprar roupa “para bater” toda semana, né?

Ok, um desejo de todas nós, mas eu precisava também saber o que os adultos comprariam na minha loja. Também queria vender malha para adulto (blusinha, moletom, etc…..). E não adianta, não tinha acesso à este público antes de ter a loja, mas me sobrava coragem e loucura para dar o primeiro passo mesmo assim.

Contei com a ajuda do atacadista que troca a mercadoria que eu não vender (e uma vendedora show que me deu muitas dicas). Para começar, fiz uma compra média, a loja ficou meio peladinha, podem ver pelas fotos dela pronta que eu mostrei aqui. Aí o pessoal vinha conhecer (graças à uma panfletagem que eu conto no capítulo marketing) e perguntava: não tem tamanho P? (como tem gente pequena nesta cidade, eu subestimei e comprei pouquíssimo P!!!); não tem calça de moletom avulso para criança? não tem calça de cotton tipo bailarina?

Fui anotando os pedidos e os telefones das pessoas que concordassem, lógico, em deixar o número, voltei no atacadista e fiz uma compra maior com o que o pessoal pediu. Liguei para avisar e os clientes amaram receber esta atenção (dica da vendedora show).

Na verdade isso tudo foi sem querer, eu comprei pouco por 2 motivos: falta de experiência, para quem compra só para a família, comprar 200 ítens de roupa é praticamente insano. Acabei tendo que comprar mais uns 300. O outro motivo era falta de dinheiro e medo de gastar. No fim comprei sem dinheiro mesmo e Deus ajude a pagar, rsrs….. Por enquanto o universo conspirou e o dinheiro chegou na hora que eu precisei (isso merece outro capítulo). Acho que empreender é ter essa fé que vai conseguir, ainda que se quebre a cara. Esse não será meu caso.

DSC04076

Olha como a loja está mais cheia, colorida, animada, rsrs…

Espero que alguém aí se interesse porque estou me empolgando com este assunto, mas o Sebrae que não me ouça, porque, embora tenha recebido e ainda recebo muita ajuda do Sebrae, faço muita coisa ao contrário. Se der errado, já sabe porque, né? Aí pode ignorar tudo que estou escrevendo, hehehe…..

Eu tenho fé nesta empreitada, mas é uma corda bamba e, enquanto estamos nela, melhor se divertir com o risco de cair, não é mesmo?

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