quinta-feira, 15 de abril de 2010

Existe negócio entre humanos?

Ontem fui vender o carro. Sabe, o projetão? Então, fui vender o carro, comprar um mais velhinho para investir no projetão. Não tenho problemas com isso, não me importo de me desfazer de um bem (principalmente porque o projetão é a realização de um sonho), não me apego a carros, alguns eu gosto mais, outros menos (esse eu gostava menos) e, quando compramos este carro, foi mesmo um jeito de guardar o dinheiro para usá-lo numa hora oportuna.
Mas eu ODEIO trocar carro. Odeio chegar na loja, aí vem aquele velhinho e fala: aqui foi retocado. Tá bom, retocado ou não, quanto você dá nele? Então ele responde: quanto você está pedindo? Porque, não sei se você percebeu, mas está retocado. E fica horas pondo defeito num carro que eu nem me importo, fala logo quanto você quer dar e pronto. Isso me dá uma baita gastura.
Depois do negócio feito, o velhinho vira gente. Conversamos, ele fala da família, conta histórias.... tem um ser humano por trás do chato. E porque as pessoas precisam se transformar em monstros para fazer negócio? Porque não precisamos fazer negócio com seres humanos?
Eu tinha ido em outra agência que, infelizmente não tinha nada que nos interessava, mas foi tão fácil. Ele logo disse: na troca te dou X, só para comprar te dou Y. E não ficou chorando por mixaria por causa de retoque ou não retoque. Eu já comprei com retoque e nem sei o que aconteceu e pra mim não faz diferença.
O fulano da 1ª agência olhou o carro e o modelo interessou, é daqueles que vende rapidinho. Não precisou ficar fuçando defeito. No fim, acabamos vendendo quase pelo mesmo valor só que eu fiquei com uma baita dor de estômago de raiva do velhinho.
Isso me lembrou dos tempos de mundo corporativo, reuniões inúteis e hipocrisia para todo lado. Argh!

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