terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A cor de 2010

O ano de 2010 está começando a se definir…. como eu disse aqui, eu não faço lista de determinações no ano novo, mas tento escolher o que eu quero do ano, ou talvez, ouvir o que o universo espera de mim neste ano….

Este ano nasceu no meio de vários conflitos familiares… sabe aquela família que a gente deixa para trás quando resolve criar a nossa própria? Minha mãe mesma comentou que não entende como ela fazia parte daquele grupo antes de se casar. Não quis dizer assim na lata que eu sentia o mesmo…..

Na antroposofia, dizem que, por volta dos 7 anos, quando a criança começa a perder os dentes de leite, seu corpo se liberta das últimas células do corpo da mãe, um grande passo para a independência. Da mesma forma, quando um casamento completa 7 anos, (a tal da crise?) o casal sente necessidade de criar seu próprio jeito de viver, não vai mais almoçar na casa dos pais/sogros no domingo e deve criar sua própria rotina. Quando li, achei que não se aplicaria a mim, rsrs… sempre acho isso…. Saí de casa antes de me casar para ter meu próprio espaço, casamos sem pompa e circunstância, porque casamos para nós e não para os outros…. do que eu me libertaria depois de 7 anos?

É, mas o dia chegou. Em 13 de dezembro de 2009, completamos 7 anos de casatório (como diz o marido). A primeira coisa que eu odiei foram as facas sem corte, hehehe…. Diz o Gustavo Cerbasi no livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos que a crise é causada pela falta de itens no faqueiro, o liquidificador que fica dando problemas…… hahahaha! Com certeza as facas sem corte podem ser motivo de crise. Mas tem outras coisas mais relevantes agora.

Antes do fim do ano (para evitar os inevitáveis conflitos familiares natalinos), tentei aparar umas arestas com a minha mãe (nunca é fácil aparar arestas com mãe, né?). Ainda decidimos passar o Natal em casa, passagem do ano com amigos…. criamos um mal estar? Com certeza…. é muito difícil aceitar as decisões dos outros. Quando gostamos de alguém, ficamos tentados a dizer o que o outro deve fazer. E, do outro lado, quando somos gostados, precisamos, delicadamente, dizer ao outro que vamos fazer o que nós queremos, independente da vontade do outro que gosta de nós. Isso pode causar um mal estar do tamanho da certeza do outro que pode fazer escolhas por nós. Esse é o preço da independência.

Mas não quero que a independência venha com briga e estou trabalhando muito para isso. Estamos cuidando de nós, da nossa casa, organizando nossa vida. Ano passado foi diferente de todos os outros, passamos o ano nos adaptando a uma nova realidade. Agora, já olhamos para essa realidade, fizemos um balanço e, é isso que temos? é com isso que vamos trabalhar. Nem todas as nossas expectativas foram alcançadas, mas temos o essencial e é com isso que vamos trabalhar. E o universo ajuda!

Primeiro, organizei minha rotina, fiz uma divisão rígida de horário, estabeleci hora de acordar, levar o cachorro no banheiro, sentar para trabalhar, hora para parar e hora para ficar com a filha. Sempre achei isso muito bacana, mas nunca tinha feito para mim. Claro que não foi possível seguir à risca, mas, quando deixamos uma atividade para fazer outra, sabemos direitinho qual ficou para trás. A proposta deve ser rígida, mas precisamos seguir os horários com sabedoria (não entenda com preguiça!). Não esqueci dos horários de descanso, estabeleci horários livres. Pedi para o marido buscar a filha na escola todos os dias, mostrei o que tinha feito e ele super vestiu a camisa. Logo no primeiro dia adorou chegar cedo em casa. E o universo manda pessoas que podem ajudar com algumas das tarefas………. (depois eu conto…)

A segunda atitude foi organizar o armário de trabalho. Ah, grande coisa, todo mundo arruma armário no começo do ano…. é verdade. É a melhor época! Consegui escolher o que manter e o que libertar. A arrumação do começo do ano não é igual a qualquer outra, tem outro astral!

Marido entrou no esquema (7 anos….). Arrumou a prateleira da área de serviço (eu tinha pedido há meses). Ele tinha um monte de potinhos, sacolinhas, restinhos de coisas que talvez um dia ele viesse a usar. Ele foi se transformando durante o trabalho. Ficou mais leve, mais alegre, apesar do cansaço, quando terminou. E não é fácil arrumar uma prateleira numa área de serviço onde mal dá para se mexer.

O próximo projeto é fazer uma capa para o sofá, será que eu consigo? Vou fazer uma capa, depois mandar lavar, sabe como é sofá em casa com gato, cachorro, criança…. melhor nem falar o que já caiu no coitado….

Vamos cuidar do nosso canto. Mesmo que a casa seja alugada, mesmo que ainda tem coisas a se realizar nesta nova vida, vamos cuidar do que temos agora. E quem se incomoda com a nossa decisão vai ter que me desculpar…. começaram cair os dentinhos do nosso casamento.

Post pesado? Faz parte…. leva a mal não….. logo começo a mostrar o que estou fazendo em casa, aí vai ser alto astral. (se a câmera fotográfica não morrer, ai, acho que ela está doente….)

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